Eram 2:30 da manhã, e eu estava acordada, sem inspiração, sem motivo pra sorrir.
Todas as luzes apagadas, apenas uma acesa, mas eu não enxergava nada. Eu sentia frio, sentia calor, sentia tristeza, sentia loucuras. Me sentia confusa. Eu realmente estava sem rumo. O silêncio era predominante, o único som era o do lápis que se arrastava pelo papel criando palavras. Eu escrevia, escrevia para viver, escrevia para voar, escrevia para criar, escrevia para sair desse mundo que parecia não me querer por perto, escrevia para me encontrar.
O relógio fazia 'tic-toc', os minutos passavam e, por um acaso, nada mudava. A insensibiliadade, a tristeza e a frieza tomavam conta de mim e de tudo a minha volta. Mas ali fiquei, ali me encontrava, pelo menos ali a paz reinava, e pelo menos por um momento ninguém me criticava. Ali deitei e por minutos pensei. Ali fiquei, chorei, por curtos momentos ri, e depois de tempos, adormeci.
Adormeci acima de um caderno, um lindo caderno que em palavras autênticas me entendia, mesmo com toda sua inanimação, ainda me entendia, apenas ele.

Palavras sinceras nos levam à um mundo paralelo inexplicável,sentimos a calmaria que aquelas letras nos trazem,e,apenas sentimos.Porque não conseguimos sair desse transe de paz.Um belo texto,como uma voz que acalma,como uma música que traduz,como asas que nos levam ao infinito.
ResponderExcluir//marcellemededeiros.
P.S.:Tava com saudades dos posts.É viciante. ;P
Só escritores, sejam eles profissionais ou amadores, sabem e verdadeiro valor de cada palavra de um texto emotivo.
ResponderExcluirP.S.: Viciante é ter comentários tão lindos como os seus.
Julianna, amei seu Blog! Esse texto, em especial. Adoro textos metalinguísticos, ler as palavras de quem escreve com paixão, à procura de liberdade, de um lugar melhor; de quem escreve com todo o afinco do mundo, em busca de si próprio. Acompanhando já. Abraço.
ResponderExcluir