Eu vou te dar um conselho: Não abrace hoje e não abrace amanhã. Não abrace nunca mais.
Lembre-se de todas as auroras em que os primeiros raios e tuas próprias mãos foram as únicas carícias sobre a tua pele. Lembre-se que foi o teu travesseiro que enxugou todas as tuas lágrimas e abafou teus gritos quando você teve sonhos ruins. Lembre-se das palavras que sempre quis ouvir, mas que nunca foram pronunciadas. Dos gestos que sentiu falta, mas que nunca sentiu. Do reconhecimento que sempre sonhou ter, mas que nunca terá. Então não abrace, mesmo que isso te torne frio e amargo. Porque mais amargas ainda foram as lágrimas que te arrancaram.
Hoje você vai abraçar a si mesmo num perpétuo e merecido amor próprio.
Fernando Franco

que felicidade é ter um texto meu publicado aqui, Julianna!
ResponderExcluirfico extremamente feliz com o reconhecimento!
obrigado!
Nada.
ResponderExcluirÉbrio, minha eterna inspiração.