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sábado, 4 de dezembro de 2010

Maldito Pesadelo - Parte II

Os outros seres na sala eram tristes, choravam e gritavam, tinham expressões de dor. Eu era um deles, eu sentia a dor, mas a expressão no rosto da outra pessoa era ainda pior. Era uma menina, cerca de 9-10 anos, tinha arranhões e marcas roxas por todo o corpo, chorava muito, gritava por ajuda e que os monstros parassem de brigar.
Uma das paredes da sala era espelhada, foi então que eu pude me ver. Era eu, mas num estado bem pior. Eu também tinha marcas pelo corpo e algumas feridas até sangravam, a dor era de fato, insuportável. Foi então que percebi que cada vez que os monstros feriam uns aos outros, as feridas apareciam em mim e na outra menina também. Meu rosto era pálido e eu não sabia o que fazer. Alguém controlava aquilo, mas eu não sabia quem, alguém aumentava a fúria dos monstros.
O tempo passava, eu me acostumava com a dor e, toda vez que isso acontecia, ela aumentava. Depois de tempos, aquela dor havia se estabelecido no meu corpo e não aumentava mais, eu havia realmente me acostumado com a dor. A sensação que eu tinha, era de que já tinham anos que eu estava presa com aqueles seres naquele lugar. Eu me sentia presa no inferno.
Depois de ter me acostumado com a dor, deitei, tentei dormir naquele chão frio, enquanto os monstros continuavam a discutir e a menina, a chorar. Quando deitei, senti uma coisa agradável passar pelo meu corpo, como se alguém cuidasse de mim. Eu ouvia uma voz, me pedia para segurar mais um pouco, que tudo já estava para acabar. Me fazia bem, muito bem.
De repente, uma explosão, os monstros haviam se matado. A minha dor havia se multiplicado por mil, meu coração estava acelerado, as portas de metal rangiam e batiam, eu suava frio, e a menina havia sumido.  Eu questão de horas me sentindo assim, a sala começou a clarear, a dor havia passado. O lugar se transformava. E então tudo acabou.


"Now your nightmare comes to live."

Peço desculpas à vocês, leitores do "Meu Epílogo", por não publicar a parte III (parte final) da história, ela explica tudo, mas eu não gostaria de expor tanto o meu problema assim, mas quem se interessar pela parte III, eu não me importo que me peça, eu passarei com todo prazer. (:

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Maldito Pesadelo - Parte I

Éramos quatro, quatros seres presos num a sala, uma sala com portas de ferro, grandes, porém trancadas. A sala era grande, mas já havia sido maior, ela diminuía a cada segundo, e embora fossemos quatro, já havíamos estado em maior número. Mas esses seres que completavam o número, só diminuíam mais a sala e aumentavam mais a nossa fúria. Eles surgiam e desapareciam muitas vezes, éramos os únicos fixos naquela sala. Eu não conhecia os seres além de mim, mas a face deles não me era estranha.
Dos quatro, dois eram monstros, monstros com poderes de mutação. Um tinha três formas, o outro, quatro. Eles mudavam de forma frequentemente, mas nunca usavam a forma de monstro ao mesmo tempo.  Era difícil saber qual dos dois tinha razão, mas era fato: os dois estavam errados. A mutação deles era involuntária.
Eles eram um maior que o outro. O monstro maior era o que possuía quatro formas. A primeira forma era a de monstro, era grande, verde escuro que se confundia com preto, possuía garras por quase todo o corpo, e possuía dentes afiados, vez em quando, as garras de seu corpo eram atiradas para todos os cantos da sala. A segunda forma era humana, um adulto, grande e forte, havia malícia em seus olhos.  Estava vestido de preto e calça jeans. Ele era mau, gritava e agredia o outro monstro quando ele se apresentava na sua forma mais fraca. A terceira forma era também de adulto, mas um adulto fraco que raramente falava, seus olhos eram tristes, seus braços não possuíam força, e ele era muito triste, lembrava uma vítima de um acidente, mas o brilho nos seus olhos transparecia a seu futuro que superaria dores. A quarte forma era uma criança que chorava, não sabia para onde ia, nem o que estava a fazer, e era agredida por uma das formas mais fortes do outro monstro. Eu tinha pena dele.
O outro monstro era o menor, o de três formas, era do sexo feminino. A sua forma de monstro era incrivelmente linda e horripilante ao mesmo tempo, era grande, tal como o outro monstro, e vermelha, vermelha cintilante, seus olhos pegavam fogo, e suas mãos também, gritava com o outro monstro quando apresentava a sua forma de criança. A sua segunda forma, a humana, era impressionante, era dividida, possuía metade do corpo boa e a outra metade má, um olho azul e outro vermelho. Ele brigava, mas quando era repreendido, implorava por paz – não fazia o menor sentido. E então a sua terceira, a última e não menos importante forma, de criança também, mas era menor que a outra, cerca de 3-4 anos, já era entendida e, gritava e se punha a chorar, esperneava com as mãos tapando os ouvidos. Como quem não quisesse ouvir, era triste.


"Now your nightmare comes to live."