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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Maldito Pesadelo - Parte I

Éramos quatro, quatros seres presos num a sala, uma sala com portas de ferro, grandes, porém trancadas. A sala era grande, mas já havia sido maior, ela diminuía a cada segundo, e embora fossemos quatro, já havíamos estado em maior número. Mas esses seres que completavam o número, só diminuíam mais a sala e aumentavam mais a nossa fúria. Eles surgiam e desapareciam muitas vezes, éramos os únicos fixos naquela sala. Eu não conhecia os seres além de mim, mas a face deles não me era estranha.
Dos quatro, dois eram monstros, monstros com poderes de mutação. Um tinha três formas, o outro, quatro. Eles mudavam de forma frequentemente, mas nunca usavam a forma de monstro ao mesmo tempo.  Era difícil saber qual dos dois tinha razão, mas era fato: os dois estavam errados. A mutação deles era involuntária.
Eles eram um maior que o outro. O monstro maior era o que possuía quatro formas. A primeira forma era a de monstro, era grande, verde escuro que se confundia com preto, possuía garras por quase todo o corpo, e possuía dentes afiados, vez em quando, as garras de seu corpo eram atiradas para todos os cantos da sala. A segunda forma era humana, um adulto, grande e forte, havia malícia em seus olhos.  Estava vestido de preto e calça jeans. Ele era mau, gritava e agredia o outro monstro quando ele se apresentava na sua forma mais fraca. A terceira forma era também de adulto, mas um adulto fraco que raramente falava, seus olhos eram tristes, seus braços não possuíam força, e ele era muito triste, lembrava uma vítima de um acidente, mas o brilho nos seus olhos transparecia a seu futuro que superaria dores. A quarte forma era uma criança que chorava, não sabia para onde ia, nem o que estava a fazer, e era agredida por uma das formas mais fortes do outro monstro. Eu tinha pena dele.
O outro monstro era o menor, o de três formas, era do sexo feminino. A sua forma de monstro era incrivelmente linda e horripilante ao mesmo tempo, era grande, tal como o outro monstro, e vermelha, vermelha cintilante, seus olhos pegavam fogo, e suas mãos também, gritava com o outro monstro quando apresentava a sua forma de criança. A sua segunda forma, a humana, era impressionante, era dividida, possuía metade do corpo boa e a outra metade má, um olho azul e outro vermelho. Ele brigava, mas quando era repreendido, implorava por paz – não fazia o menor sentido. E então a sua terceira, a última e não menos importante forma, de criança também, mas era menor que a outra, cerca de 3-4 anos, já era entendida e, gritava e se punha a chorar, esperneava com as mãos tapando os ouvidos. Como quem não quisesse ouvir, era triste.


"Now your nightmare comes to live."

2 comentários:

  1. Tão detalhado.Tão minucioso.Tão real.Tanto medo. Tanta angústia. ;S

    #SempreAqui .

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  2. Eu queria palavras exatas para poder comentar sobre a perfeição de seustextos.,
    Sempre pequeno gafanhoto *-*

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