segunda-feira, 28 de março de 2011
alguns infelizes deslizes
Um infeliz deslize meu, foi acreditar de primeira viagem que o meu primeiro amor duraria para sempre. Outro foi acreditar em outros e perder a fé em mim. Eu não sei exatamente mais se sei mesmo de verdade amar, acreditar em mim e ter fé no meu futuro. A vida sempre nos dá surpresas e a cada uma delas nós descobrimos uma emoção a mais, e sempre ao acharmos que já sabemos de tudo, e o resto não sabe de nada, nós encontramos sempre uma oportunidade de aprender mais um pouquinho sobre a tal. Há tempos, perdi a fé em mim. Perdi muito do meu amor próprio, mas hoje foi meu dia de acordar. Eu me vejo no espelho, critico a mim mesma e pergunto ao reflexo: "Quem és tu?". Mas ele insiste em responder: "Eu não sei.". Pois hoje achei a resposta, vi todas as minhas qualidades e fui consciente de todos os meus defeitos. Vi que apesar de qualquer escolha minha, há 50% de chances de encontrar o que eu quero na minha vida. E se há 50% tanto para progredir quanto para cair, eu acredito que posso conseguir progredir. Hoje fui cônscia de tudo que sou e de tudo que quero para minha vida. Jurei coisas que não deveria ter jurado, pedirei perdão por tudo, mas tenho certeza que não cairei no mesmo erro novamente. Em primeiro lugar, pedirei perdão a Deus, por ter perdido a confiança nele, e depois Dele, pedirei a todos os mortais cujas minhas promessas não serão cumpridas. Tenho fé que tudo sairá bem. Tenho fé que tudo se encaixará. E depois de tudo, que eu me regenere, e consiga tudo que perdi, hoje sim é dia de mudança, e se tudo não acontecer agora, sei que não acontecerá depois. O meu tempo já acabou.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
descrição de um falso suicídio
Eu estava na segunda casa dos meus pais, na serra, após ter passado a madrugada bebendo, chorando e andando na rua sozinha. O sol já chegava. Ele chegava como ele chega na maioria dos dias, sorrindo para a felicidade como quem diz 'olá' para tudo que vê. Diante da minha embriaguez e da minha 'educação' resolvi dizer 'olá' também ao sol, ele me parecia simpático. Eu chorava e praguejava tudo que fez da minha vida um inferno, e contava ao vento todo o meu sofrimento... por algum motivo eu sentia e ouvia as suas respostas. De tanto andar eu já descia a serra, andando bem de vagar, sem saber ao certo para onde eu ia. O dia era claro, já deviam ser sete da manhã e eu me perguntava o meu valor, me perguntava o que fazia ali, me perguntava por quê bebia, me perguntava onde estava minha alma, e por quê eu havia deixado meu coração para todos eles. Meu celular não estava comigo, imaginava o que se passava pela cabeça de todos, imaginava onde estava o meu rumo, e pensava no por quê dos carros estarem andando tão de vagar. Era tudo muito estranho, a minha tontura já invadia as ruas, eu já nem sabia mais onde estava meu coração. Era tudo tão vazio e sem alma, inclusive eu. A paisagem da serra começava a aparecer, era linda. Onde eu estava era bem alto, lá embaixo tinha arvores e muitas pedras. Resolvi enquanto andar, conversar com a paisagem também.
A partir de um tempo, de tanto praguejar, senti o vento aumentar, senti as folhas subirem, senti o sol se esconder atrás de uma nuvem negra, e de repente senti muitos dos deuses castigando meu pensamento injusto de garota desiludida com a vida. Me sentia velha, como se já tivesse passado mais de quarenta anos em apenas vinte, e de repente o mundo pareceu parar de girar: o barulho cessou, os ventos baixaram e pararam, as nuvens pararam de se mover. Uma musica em violino de repente em meus ouvidos, só senti meus olhos fecharem de vagar, e por um instante me vi flutuando, deitada no vento e chorando. A velocidade e a pressão começava a passar pelo meu corpo e eu já sentia dificuldades para respirar. Eu havia me jogado nas pedras e nas árvores que tão baixas eram. Apenas me voltava uma frase dita uma vez por mim ao meu atual noivo, mas que na época era apenas namorado: "A morte as vezes chama, mas falta coragem de encontrá-la." Eu chorava de soluçar, e rapidamente a única coisa que eu fui capaz de sentir, foi uma dor insuportável que durou dois segundos e depois tudo apagou. E ali meu corpo ficou, e dali nunca mais saí, e dali em diante todos os outros me deram valor, e ali tudo acabou. E eu realmente vi o quanto eu fui idiota e como fui capaz de acabar com uma vida inteira por motivos tão supérfluos e desnecessários, mas só assim fui capaz de enxergar a escuridão que todos me jogaram. Ali eu tive meu epílogo. E ali eu tive fim.
A partir de um tempo, de tanto praguejar, senti o vento aumentar, senti as folhas subirem, senti o sol se esconder atrás de uma nuvem negra, e de repente senti muitos dos deuses castigando meu pensamento injusto de garota desiludida com a vida. Me sentia velha, como se já tivesse passado mais de quarenta anos em apenas vinte, e de repente o mundo pareceu parar de girar: o barulho cessou, os ventos baixaram e pararam, as nuvens pararam de se mover. Uma musica em violino de repente em meus ouvidos, só senti meus olhos fecharem de vagar, e por um instante me vi flutuando, deitada no vento e chorando. A velocidade e a pressão começava a passar pelo meu corpo e eu já sentia dificuldades para respirar. Eu havia me jogado nas pedras e nas árvores que tão baixas eram. Apenas me voltava uma frase dita uma vez por mim ao meu atual noivo, mas que na época era apenas namorado: "A morte as vezes chama, mas falta coragem de encontrá-la." Eu chorava de soluçar, e rapidamente a única coisa que eu fui capaz de sentir, foi uma dor insuportável que durou dois segundos e depois tudo apagou. E ali meu corpo ficou, e dali nunca mais saí, e dali em diante todos os outros me deram valor, e ali tudo acabou. E eu realmente vi o quanto eu fui idiota e como fui capaz de acabar com uma vida inteira por motivos tão supérfluos e desnecessários, mas só assim fui capaz de enxergar a escuridão que todos me jogaram. Ali eu tive meu epílogo. E ali eu tive fim.
Assinar:
Postagens (Atom)
