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sábado, 4 de dezembro de 2010

Maldito Pesadelo - Parte II

Os outros seres na sala eram tristes, choravam e gritavam, tinham expressões de dor. Eu era um deles, eu sentia a dor, mas a expressão no rosto da outra pessoa era ainda pior. Era uma menina, cerca de 9-10 anos, tinha arranhões e marcas roxas por todo o corpo, chorava muito, gritava por ajuda e que os monstros parassem de brigar.
Uma das paredes da sala era espelhada, foi então que eu pude me ver. Era eu, mas num estado bem pior. Eu também tinha marcas pelo corpo e algumas feridas até sangravam, a dor era de fato, insuportável. Foi então que percebi que cada vez que os monstros feriam uns aos outros, as feridas apareciam em mim e na outra menina também. Meu rosto era pálido e eu não sabia o que fazer. Alguém controlava aquilo, mas eu não sabia quem, alguém aumentava a fúria dos monstros.
O tempo passava, eu me acostumava com a dor e, toda vez que isso acontecia, ela aumentava. Depois de tempos, aquela dor havia se estabelecido no meu corpo e não aumentava mais, eu havia realmente me acostumado com a dor. A sensação que eu tinha, era de que já tinham anos que eu estava presa com aqueles seres naquele lugar. Eu me sentia presa no inferno.
Depois de ter me acostumado com a dor, deitei, tentei dormir naquele chão frio, enquanto os monstros continuavam a discutir e a menina, a chorar. Quando deitei, senti uma coisa agradável passar pelo meu corpo, como se alguém cuidasse de mim. Eu ouvia uma voz, me pedia para segurar mais um pouco, que tudo já estava para acabar. Me fazia bem, muito bem.
De repente, uma explosão, os monstros haviam se matado. A minha dor havia se multiplicado por mil, meu coração estava acelerado, as portas de metal rangiam e batiam, eu suava frio, e a menina havia sumido.  Eu questão de horas me sentindo assim, a sala começou a clarear, a dor havia passado. O lugar se transformava. E então tudo acabou.


"Now your nightmare comes to live."

Peço desculpas à vocês, leitores do "Meu Epílogo", por não publicar a parte III (parte final) da história, ela explica tudo, mas eu não gostaria de expor tanto o meu problema assim, mas quem se interessar pela parte III, eu não me importo que me peça, eu passarei com todo prazer. (:

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Maldito Pesadelo - Parte I

Éramos quatro, quatros seres presos num a sala, uma sala com portas de ferro, grandes, porém trancadas. A sala era grande, mas já havia sido maior, ela diminuía a cada segundo, e embora fossemos quatro, já havíamos estado em maior número. Mas esses seres que completavam o número, só diminuíam mais a sala e aumentavam mais a nossa fúria. Eles surgiam e desapareciam muitas vezes, éramos os únicos fixos naquela sala. Eu não conhecia os seres além de mim, mas a face deles não me era estranha.
Dos quatro, dois eram monstros, monstros com poderes de mutação. Um tinha três formas, o outro, quatro. Eles mudavam de forma frequentemente, mas nunca usavam a forma de monstro ao mesmo tempo.  Era difícil saber qual dos dois tinha razão, mas era fato: os dois estavam errados. A mutação deles era involuntária.
Eles eram um maior que o outro. O monstro maior era o que possuía quatro formas. A primeira forma era a de monstro, era grande, verde escuro que se confundia com preto, possuía garras por quase todo o corpo, e possuía dentes afiados, vez em quando, as garras de seu corpo eram atiradas para todos os cantos da sala. A segunda forma era humana, um adulto, grande e forte, havia malícia em seus olhos.  Estava vestido de preto e calça jeans. Ele era mau, gritava e agredia o outro monstro quando ele se apresentava na sua forma mais fraca. A terceira forma era também de adulto, mas um adulto fraco que raramente falava, seus olhos eram tristes, seus braços não possuíam força, e ele era muito triste, lembrava uma vítima de um acidente, mas o brilho nos seus olhos transparecia a seu futuro que superaria dores. A quarte forma era uma criança que chorava, não sabia para onde ia, nem o que estava a fazer, e era agredida por uma das formas mais fortes do outro monstro. Eu tinha pena dele.
O outro monstro era o menor, o de três formas, era do sexo feminino. A sua forma de monstro era incrivelmente linda e horripilante ao mesmo tempo, era grande, tal como o outro monstro, e vermelha, vermelha cintilante, seus olhos pegavam fogo, e suas mãos também, gritava com o outro monstro quando apresentava a sua forma de criança. A sua segunda forma, a humana, era impressionante, era dividida, possuía metade do corpo boa e a outra metade má, um olho azul e outro vermelho. Ele brigava, mas quando era repreendido, implorava por paz – não fazia o menor sentido. E então a sua terceira, a última e não menos importante forma, de criança também, mas era menor que a outra, cerca de 3-4 anos, já era entendida e, gritava e se punha a chorar, esperneava com as mãos tapando os ouvidos. Como quem não quisesse ouvir, era triste.


"Now your nightmare comes to live."

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Prêmio dardo

Recebi um prêmio, e fico muito feliz em saber que o recebi por Fernando Franco, dono blog Ébrio, uma pessoa que admiro muito, dono provavelmente das palavras mais bonitas que eu leio.

O selo:


"Este selo é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras."


Quem recebe este selo, tem como pedido, dedicá-lo a mais 10 blogs, então, meus 10:

1º- My Drug, por Iule Karalkovas
2º- Meu Vício, Minha Verdade, por Marcelle Medeiros
3º- Pura Loucura, por Kakau Oliveira
4º- Quem se importa?, por Gi
5º- Parabólica, por Bi
6º- Submarino, por Deângela
7º- Misteriosa Essência, por Lizandra Nunes
9º- Reminiscência, por Paju Monteiro
10º- Historinhas da Dani, por Daniele Martins 

Agradeço primeiramente a Fernando Franco, pelo prêmio e por ser o grande escritor que é e por me dar a inspiração que dá e, não menos importante, a todos os meus leitores que sempre compartilham comigo, as minhas alegrias, as minhas tristezas, as minhas solidões, os meus princípios, enfim, meu importante epílogo

domingo, 21 de novembro de 2010

Está difícil...

... ser ou pareces ser alguém, muitos inimigos para a pouca força de amigos. Muitos pesadelos para pouca magia de sonhos. Muito ódio para poucos amores. Muitas dores para poucos prazeres. Muitas dificuldades para poucas facilidades. Muitas idas para poucas vindas e voltas. Muitos 'adeus' para poucos 'olás'. O que me tornou uma menina insuportável, controlada e manipulada. Vivo pois, a esconder meu rosto, como uma boneca de pilhas sem vida dentro de um ser humano. Joguei fora meus sentimentos em troca de nada, quando a minha vontade sempre foi me jogar no lugar deles. Me jogar fora, comprar uma nova, como muitos já fizeram comigo, quem me dera se eu soubesse também fazer isso. Me tornaram uma pessoa insensívelmente vazia e tola, fechada a coisas cotidianas inúteis, que nunca me somarão nada conveniente. Que caia então, mundo inútil. Que caia junto a todos os seus, pois assim nasceria um outro, e quem sabe seria este mundo novo, mais conveniente a mim. Mais proveniente de mim.

Desculpem-me a demora, tempos difíceis para mim.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

minha última fraqueza

Can we work it out? Can we be a family?
I promise I'll be better, Mommy I'll do anything
Can we work it out? Can we be a family?
I promise I'll be better, Daddy please don't leave
In our family portrait, we look pretty happy
Let's play pretend, let's act like it comes naturally
I don't wanna have to split the holidays
I don't want two addresses
I don't want a step-brother anyways
And I don't want my mom to have to change her last name
Pink - Family Portrait
 
A falta de uma família é grande e ruim, mas a III Guerra Mundial que presenciamos, talvez seja pior. Talvez esteja, sim, tudo a desabar. Talvez ficaremos melhor com cada um para seu lado, mas ora, a dor e o ódio tomaram conta de todos nós, e todos nós estamos a perder partes -pouco a pouco- importantes de nós mesmos. Mas apesar de tudo, que está a acontecer, e que está para acontecer, eu amo vocês, e nada vai mudar isso. Sinto falta de tudo, e ainda assim, futuramente, sentirei.
Mamãe talvez um dia se recupere, papai talvez um dia saiba o que fazer, e maninha talvez um dia se reintegre -o que eu acho improvável-, e talvez um dia eu tenha um sorriso completo. O vazio contagiou vocês, o ódio tomou conta de nós, e a impaciência nos tornou pessoas insuportávelmente ignorantes.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Meu Harém Afetivo

Por Paulo Leminsky


A vida não me deu irmãs. Me criei apenas com um irmão mais moço. Meu pai era militar e minha mãe, filha de militar, uma mulher carinhosa e dedicada, mas muito contida de gestos e expressões.
Assim, cresci num ambiente onde a presença da mulher era muito discreta. Nossa casa tinha uma aparência sombria e austera, uma casa masculina com certeza. Sempre invejei meus amigos que tinham irmãs, aquelas pessoas tão diferentes que passam horas diante do espelho, mordem os lábios para eles ficarem vermelhos como maçãs maduras, da cor daquela maçã que Eva deu a Adão, dando começo a esta deliciosa história.
Me lembro que ficava imaginando: como será conversar com uma irmã? O que será que elas pensam da vida?
Com toda a minha ignorância, não é difícil vocês fazerem uma idéia de como foi complicado o começo da minha vida sentimental.
Simplesmente, eu não sabia como conversar com as pessoas do sexo oposto. Estampa até que eu tinha, e algumas garotas até me achavam, com meu topete, parecido com Elvis Presley. Mas, ao lado ou diante de uma garota, eu era uma lástima. Era como se pertencêssemos a duas espécies diferentes do mundo animal. Tente imaginar uma conversa entre uma borboleta e um colibri. Era algo assim.
Depois de trocar as banalidades de praxe, filmes, discos, ídolos, minha cabeça dava um nó. Silêncio total. E agora? A garota ali, esperando que eu fosse engraçado, fascinante, emocionante como um parque de diversões. Pensando nisso, hoje, me ocorre que talvez a garota ao meu lado também estivesse tendo problemas. Pode ser até que tivesse crescido sem irmãos e achasse um rapaz o mais esquisito dos seres. Na época, isso nem me passaria pela cabeça, eu fervilhava de emoções.
Mas, na hora em que elas iam sair, alguma coisa acontecia na passagem das emoções para as palavras, e era aquele curto-circuito, aquele coração batendo que nem louco, e eu dizendo coisas profundíssimas do tipo: "Aceita um chiclete?"
Só que eu nunca desisti. Por mais estranhas que me parecessem, alguma coisa em mim dizia que eu tinha nascido para viver com aqueles seres feitos de maravilha e mistério, que a felicidade para mim era uma palavra feminina. Tinha certeza de que, um belo dia, a maldição de não poder me comunicar com o sexo oposto ia acabar.
Foi quando comecei a escrever poesia. Eu enchia cadernos e mais cadernos de versos, frases, esboços de contos, onde, invariavelmente, um rapaz tímido tentava se comunicar com uma garota, ela também o amava, mas alguma coisa não deixava que os dois se integrassem.
Mostrava esses poemas a algumas irmãs de amigos meus. E eu tinha vontade de morrer quando, ao ler meu poema, a garota dizia apenas: "Lindo! Ah, se alguém fizesse um poema desses inspirado em mim..." Me dava aquele branco e eu não dizia a frase fundamental: "Foi inspirado em você"...




domingo, 17 de outubro de 2010

Um simples conto, uma historia "de criança"

Começou simples, foi estranho, ele só olhava, ela só olhava. Ela não sabia explicar o que via, mas via sinceridade. Ela não estava bem mentalmente, ela tinha todos os problemas que ela tem, e ainda se sentia cansada de sofrer por amor. Ele tinha sua namoradinha, mas ele nunca gostou dela de verdade.  O sofrimento dela havia a levado pro preto&branco e a solidão era sua melhor amiga, nada mudava isso e, aconteceu.  Ele terminou com a tal namoradinha, não se sabe bem porquê, mas ele dizia que queria deixar a vida. Ela não deixou, embora não soubesse o sentimento exato, ela o sentia.  Mesmo porque ela achava supérfluo, ele era jovem, muita coisa o aguardava.  Ela não o deixou ele fazer o que ele queria, deixar de viver, e em troca, ele a tirou do mundo preto&branco e a levou pro seu mundo colorido. Ele era feliz, ele a fez feliz.  É uma história simples, como todas as outras: um garoto e uma garota, duas “crianças” que se fazem felizes e dizem que se amam.  
Durou pouco até a parte triste da história chegar. Ele disse ter voltado pra ex-namoradinha dele. A namoradinha o queria de volta, e ela mentiu pra consegui-lo de volta. Ele não explicou nada para a sua “atual” namoradinha, ela só viu. Tudo tinha “acabado”? Seria assim, uma história sem fim? Mais uma pra a coleção dela? Ela sofreu, chorou, gritou, não aceitou.
Foi um curto período até sentirem falta da continuação de tudo. Queriam continuar escrevendo aquela história. Foi um telefonema, foi uma palavra única dos dois lados: volta.  Ele aceitou largar a namoradinha mentirosa. Ele voltou, ela voltou, eles voltaram. Ele faz questão todos os dias de dizer que a ama, ela faz questão todo dia de escutá-lo dizer isso. Ele a faz feliz, ela faz ele feliz. E como todo conto de uma historinha de “criança”, acabou tudo bem.  Pelo menos anda tudo bem entre eles.  Ele a ama, ela o ama. E todos os dias da vida dela, ela tem pesadelos, imaginando o que aconteceria se ela o perdesse.

Vitor Góes Rodrigues de Lima

sábado, 9 de outubro de 2010

Seja forte, nem que ao menos uma vez

Se ela se fez de vítima ou ela realmente é tão fraca assim, eu não sei. Ela chorou e me acusou. Me acusou de ter destruído a melhor coisa que acontecera na sua vida e que acabara de começar. Se ela fosse forte, saberia dividir amizade e amor. Se ela fosse forte, teria desligado o telefone antes dele. Se ela fosse forte, ela assumiria a culpa ao invés de me culpar. Se ela fosse forte, saberia que não existe fim para o que nem começou. Mas ela é fraca. Ela é sensível demais para me entender e, saber que palavras são só palavras no final. Fraca demais para ser inconsequente na hora que tem de ser. Fraca demais para me dar a força que eu preciso. Pelo contrário, ela me tira forças. Fraca demais para reconhecer o meu valor. Fraca demais para entender o meu amor.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

desilusão pós-sofrimento

E quem me diria que nos momentos de solidão ainda me faltaria inspiração? E quem me diria que mesmo sozinha, eu tinha a companhia de alguém? E quem me explicaria toda essa loucura de sorrir quando estou triste e chorar de felicidade? E quem seria a pessoa imaginária que ao mesmo tempo é real, que me abraça e me consola quando estou sozinha? E quem seria o culpado por tanto ódio no coração de todos? E quem criara o tal do amor em nossos olhos? E quem criara a maldita futilidade na vida de superfluidades de tanta gente? E quem me responderia essas entre todas as outras perguntas que me incomodam tanto?



quarta-feira, 22 de setembro de 2010

perpétuo e merecido amor próprio

Eu vou te dar um conselho: Não abrace hoje e não abrace amanhã. Não abrace nunca mais.
Lembre-se de todas as auroras em que os primeiros raios e tuas próprias mãos foram as únicas carícias sobre a tua pele. Lembre-se que foi o teu travesseiro que enxugou todas as tuas lágrimas e abafou teus gritos quando você teve sonhos ruins. Lembre-se das palavras que sempre quis ouvir, mas que nunca foram pronunciadas. Dos gestos que sentiu falta, mas que nunca sentiu. Do reconhecimento que sempre sonhou ter, mas que nunca terá. Então não abrace, mesmo que isso te torne frio e amargo. Porque mais amargas ainda foram as lágrimas que te arrancaram.



Hoje você vai abraçar a si mesmo num perpétuo e merecido amor próprio.

Fernando Franco


sábado, 18 de setembro de 2010

Eu Acredito

“Acredito no tempo, sei que ele vai me mostrar as coisas e a sua razão. Acredito na esperança, sem ela não poderia viver sem acreditar no amanhã;
Acredito no amor, meu coração salta, minha pulsação dispara e, meu sangue ferve, me dando a prova de que ele existe;
Acredito na felicidade, mas também acredito no crescimento, por isso me conforto nos momentos de insatisfação, sempre me consolando que cresço como ser humano;
Acredito no Caráter, na verdade e nas boas intenções, sem deixar passar despercebido o antônimo das mesmas, porque não sou mais uma menina inocente.
Acredito nas pessoas, porque desejo que elas acreditem em mim, se elas não forem dignas da minha boa fé, o prejuízo final não é meu;
Acredito em Deus, temo por mim e pelos meus, temo não fazer o que ele designou para mim, mas Amo-o sobre qualquer circunstância.
Acredito no sorriso, no choro, num simples olhar, num gesto simples e aparentemente verdadeiro. Ao mesmo tempo em que desacredito de tantas coisas, porque sei que me visto de inocente, mas sou mulher, com cara de menina, e desconheço o coração do outro. Sei que no final eu desejo a vitória, e é por ela que eu busco incessantemente todos os dias da minha vida.”



Ana Carolina
Gonçalves

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Numa Triste Madrugada

Eram 2:30 da manhã, e eu estava acordada, sem inspiração, sem motivo pra sorrir.
Todas as luzes apagadas, apenas uma acesa, mas eu não enxergava nada. Eu sentia frio, sentia calor, sentia tristeza, sentia loucuras. Me sentia confusa. Eu realmente estava sem rumo. O silêncio era predominante, o único som era o do lápis que se arrastava pelo papel criando palavras. Eu escrevia, escrevia para viver, escrevia para voar, escrevia para criar, escrevia para sair desse mundo que parecia não me querer por perto, escrevia para me encontrar.
O relógio fazia 'tic-toc', os minutos passavam e, por um acaso, nada mudava. A insensibiliadade, a tristeza e a frieza tomavam conta de mim e de tudo a minha volta. Mas ali fiquei, ali me encontrava, pelo menos ali a paz reinava, e pelo menos por um momento ninguém me criticava. Ali deitei e por minutos pensei. Ali fiquei, chorei, por curtos momentos ri, e depois de tempos, adormeci.
Adormeci acima de um caderno, um lindo caderno que em palavras autênticas me entendia, mesmo com toda sua inanimação, ainda me entendia, apenas ele.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

100 sóis

"Eu não acredito em nada, nem no fim e nem no início.
 Eu não acredito em nada, nem na terra e nem nas estrelas.
 Eu não acredito em nada, nem no dia e nem no escuro.
 Eu não acredito em nada além dos batimentos dos nossos corações.
 Eu não acredito em nada, 100 sóis até nós partirmos.
 Eu não acredito em nada, nem em Satanás, e nem em Deus.
 Eu não acredito em nada, nem na paz e nem na guerra
 Eu não acredito em nada além da verdade de quem somos"

30 Seconds To Mars

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Não Somos Perfeitos

Não somos perfeitos porque nos falta paciência para aguentar as injustiças. Falta compaixão nos nossos olhos para entender a dor dos outros. Falta delicadeza as nossas mãos para ajudarmos perfeitamente os outros. Falta–nos senso do ridículo para sabermos o que podemos ou não falar. Falta-nos senso de responsabilidade para decidir o que devemos ou não fazer corretamente.
Não somos perfeitos porque nos falta força para aguentar mais do que podemos. Falta-nos força para nos manter calados quando estamos gritando por dentro. Falta-nos força para esconder quem somos quando não podemos ser verdadeiros. Falta-nos coragem para encarar nossos problemas sem medo do que pode acontecer. Falta-nos capacidade de esquecer o que passou, de deixar o passado no passado e encontrar o futuro. Falta-nos coisas entre muitas outras que não tenho nem capacidade de lembrar.
Não somos perfeitos porque não conhecemos e nem temos ideia do que é a tal da perfeição.  E até chegarmos perto dela, deduziremos o que é ou deve ser. Se não a conhecemos, não podemos cobrar.



domingo, 5 de setembro de 2010

Lembranças de uma Bela Tempestade


Baseado no texto "Um guarda-chuva, e um sorriso", por Fernando Franco e Neto Menezes


Eram exatamente 4:30 da tarde naquele triste e frio dia, quando eu resolvi descarregar minhas emoções. As ruas se apresentavam vazias e, dentro das casas, luzes apagadas. Talvez aquelas pessoas estivessem dormindo ou aproveitando suas vidas vazias.
Era possível sentir a garoa e o vento frio que sopravam os poucos rostos visíveis naquele triste dia. Também era possível observar o asfalto úmido e ouvir o barulho das rodas dos carros correndo em cima do asfalto molhado. Ao mesmo tempo era impossível ouvir ou sentir a tempestade chegando. Pelo menos não com a minha cabeça tão longe como estava.
Naquele dia, eu me sentia triste solitária, e resolvi compartilhar com a chuva os meus sentimentos.
Andei por muitos quilômetros e o silêncio das ruas ecoavam a verdade dos meus erros em minha cabeça.
Era lindo parar por uns instantes e observar as gotículas de água tocarem levemente o chão. Era como se eu colocasse para fora cada lágrima que eu prendi durante tanto tempo.
Naqueles instantes onde eu sorria sozinha admirando as belezas mais simples da natureza, senti meu bolso vibrar, era meu celular. Eu havia recebido uma linda mensagem de um grande amigo, onde dizia: "Não se culpe pelo que anda acontecendo, é passageiro. Sobre as saudades que sente, contente-se com as lembranças, pelo menos você as fez existir. E sobre a dor que você sente agora, ela te fortalecerá no futuro."
Não sei se era o meu sono eu apenas o ébrio que não me deixara captar tal mensagem de relance. Mas depois de tanto refletir, depois de longas horas naquele frio, senti a intenção de tal amigo. Senti vontade de me comunicar com ele, mas o seu telefone parecia estar desligado. Me senti só, mais uma vez. E então continuei com meu lindo devaneio.
Durante um bom tempo parada e observando a chuva que parecia sempre crescer, havia passado um um garoto que como tudo naquele ambiente, era triste e preto e branco. Nos seus olhos castanhos e vazios se apresentavam uma grande tristeza. Mas nos seus lábios levemente avermelhados, apresentava-se um lindo e singelo sorriso.
Embora eu estivesse numa tristeza profunda e não conseguisse reagir a muita coisa, consegui retribuir o belo sorriso que ganhara.
Ele andava em minha direção e sentou-se ao meu lado. Durante alguns minutos nos mantemos calados, mas logo a pergunta mais óbvia veio à tona:
  - O que fazes aqui? - perguntou ele delicadamente com um jeito amigável.
  - Admiro os pingos de chuva e desabafo com eles, eles parecem me entender mais que tudo. - Respondi.
  - Mas sobre o que desabafas?
  - O vazio das pessoas, a forma de me ignorar, a falta que eu sinto de algumas coisas, o vazio que se encontra dentro de mim, a solidão que me atormenta, as perdas que tive recentemente, o silêncio dos meus sentidos, entre outros.
  - Mas se reclamas do vazio e da solidão, o que fazes aqui tentando se isolar?
  - Eu ando procurando coisas e pessoas que me ajudem, mas elas não querem me ouvir, são coisas fúteis que me incentivam a fazer. -Respondi abaixando a cabeça,
O silêncio mais uma vez tomou conta daquele ambiente. Até que resolvi o quebrar.
  - De onde vens? - Perguntei. Mas ele não respondeu. Perguntei seu nome, mas eu não me lembro bem. Talvez fosse algo parecido com Pietro, Pedro, ou coisa assim. Sempre esqueço o nome das pessoas mais me marcam.
Durante horas conversamos sobre nossos problemas e depois de bastante tempo ele começou a responder as minhas curiosidades. Vi então que ele tinha problemas iguais e maiores que os meus, e que tinha vergonha disso. Aquilo me comoveu, e por mais tempo conversamos.
Já era noitinha quando lembramos da hora e do perigo das ruas. A chuva já havia parado, mas o chão ainda era lindamente úmido.
Ele andou comigo por mais bastante tempo e, pela momentânea amizade que criamos naquele triste dia, nos abraçamos, e fomos assim até o ponto de ônibus que parecia ser longe, embora o tempo tenha passado rápido.
Naquele caminho, ele me contara sobre o que gostava de fazer quando estava triste e o dia era chuvoso e frio. Ele gostava de dançar na chuva de olhos fechados e braços abertos e admirando a textura dos pingos de água que caiam do céu. Eu ri, ao mesmo tempo que achei belo.
Quando chegamos  ao ponto, nós conversávamos como amigos de séculos, quando havíamos nos conhecido poucas horas antes.
E enfim o meu ônibus finalmente parecia estar chegando, foi rápido, só tivemos a chance de dizer 'adeus'. Pelo menos tivemos a oportunidade, muitas pessoas se vão sem a chance de se despedir.
Ao entrar no ônibus, eu já sorria, aquele menino realmente havia me alegrado. Entrei no ônibus. Quando olhei para a janela, ele sorriu pra mim e acenou. Sorri para ele, e o ônibus começou a andar devagar. Olhei para a outra janela, parecia chover novamente. Olhei para trás e o vi dançando de braços abertos e olhos fechados na chuva. Gargalhei por alguns instantes sem pensar nos outros ao meu redor. Me olhavam de cara estranha, mas pouco me importei. Aquela pessoa havia mudado tudo pra mim.
Hoje já faz quase uma ano que isso aconteceu e é como se ele ainda existisse dentro de mim. Toda vez que parece chover, me sinto mais feliz. E quando estou vagando pelas ruas e chove, faço questão de dançar de olhos fechados e braços abertos, como aquela criaturinha havia me ensinado.
Sinto falta dele, mas toda vez que me lembro dele, consigo um motivo pra sorrir. é como se as flores pudessem rir para mim. É como se ele estivesse perto de mim.
Uma gota de chuva, e um sorriso.




sábado, 4 de setembro de 2010

Medíocre Culpa

É sempre mais fácil culpar o mais óbvio quando ele não tem nem o direito de fazer uma objeção, mas acontece, que se você não ouve a história contada por todos os ângulos, por todos os pontos de vista, e você age de cabeça quente, você sempre acusa o mais óbvio, na maioria das vezes injustamente.
E por eu ter a responsabilidade e a idade que eu tenho, é fácil eu ser vítima disso. É fácil culpar o mais velho, ou culpar o menos culpado por ele apenas estar certo. Mas ninguém passa pelas coisas que eu passo, por isso culpa, por isso julga.
Mas tudo que vai, volta. É apenas questão de tempo. E tempo é o que eu mais tenho ultimamente. Então eu esqueço, isso passa. Eu sou melhor que isso. Só acho que a minha preocupação para com os outros nunca é correspondida, por isso que eu me incomodo, mas fora isso, acho que nenhum dos último acontecidos, merecem a minha presença, então que eles fiquem com o meu corpo, pois a minha cabeça está ligada à coisas melhores.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A melhor

Eu tenho uma amiga, que ela é bastante diferente de mim. Ela tem uma grande diferença de idade com relação a mim, em novembro desse ano ela irá fazer 31 anos. Mas apesar disso, a adolescente existente nela, é uma das melhores.
Embora alguns não achem, a vida dela é bem difícil. Ela se casou com 16 anos e isso desencadeou muitos problemas existentes hoje em sua vida.
Ela mudou muito nos últimos dois anos, mas são poucos os que reconhecem. Foram mudanças resultadas das cicatrizes que ela carrega no pequeno coração dela.
Ela é casada com um homem que como pai, é ótimo, mas como marido, deixa a desejar, e isso é o que a deixa tão abalada.
Ultimamente, eu tenho acompanhado seus problemas e as tais mudanças de perto e tem bem triste ver que quase ninguém se importa com os sentimentos dela. Eu a acho tão corajosa e insistente, e apesar de tudo que ela anda sofrendo, ela continua correndo atrás da regeneração da vida dela, e ela não desiste.
É claro que ela não é perfeita e já errou muito em sua vida. Talvez o que receba hoje, seja fruto do que ela do que ela fez ontem, mas o que ela receberá amanhã, será fruto do hoje, e o que ela tem feito, tem sido muito.
Ela é uma das pessoas que eu mais amo na minha vida. E apesar de todo trabalho que eu dou a ela, ela é a pessoa que mais se preocupa comigo. Eu faria qualquer loucura por ela. Ela é e sempre será o meu maior exemplo.

“Eu te amo, e pra sempre, com você eu vou estar, daqui ou em qualquer lugar.” (Lucas H. Kobaiashi)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mudanças

Eu sei que eu não devo cobrar as pessoas pelas suas mudanças, mas, desde o momento que elas me fazem mal, me deixam triste, eu me sinto no direito de contestá-las.
Ultimamente, eu tenho visto pessoas muito importantes para mim, mudarem por motivos medíocres, como, mudar para ser aceito por pessoas que não merecem a sua presença em suas vidas. E eu acho isso tudo inútil, pois, se querem definir você de outra maneira, não gostam realmente de ti. Mas se isso não me faz bem, eu devo ignorar, embora isso me magoe por dentro. É triste esquecer um amigo, mas se ele não se importa com você ou com seus sentimentos, a troca vale a pena. São os meus sentimentos em primeiro lugar. E até eu conseguir me livrar disso, eu sou obrigada a forçar um sorriso ou uma risada.
Mas acontece que eu sou mais do que muita gente pode ver, então eu ainda tenho que aprender a me importar somente comigo, e apesar disso tudo, eu sei que eu sou mais que isso tudo agora.

“Todos estão cansados de alguém.” (Anberlin)
“Eu não preciso de nada que eu não possa encontrar em mim. Estou vivo, e eu tenho estado na fronteira da vida à espera de algo mais, algo de novo para começar, à espera de algo que dure, alguma maneira de me encaixar.” (Michael Musso)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Imaginações, minhas lindas inspirações

É fácil me chamar de louca se eu contasse o que tem por trás da minha inspiração. Se eu contasse o que tem no meu mundo. As coisas que me fazem feliz . Embora as minhas tentativas de mostrar para as pessoas o que é o meu pequeno e feliz mundinho tenham assustado, eu não me importo muito, pois são essas coisas assustadoras para alguns, e encantadoras para outros, que me fazem feliz .
Eu sei que sou estranha, e são as minhas loucuras e estranhices que me formam. E embora uns me julguem criança, ou outros julguem imaginação demais. Eu acho que isso é uma qualidade. Uma qualidade que eu vejo em muitas poucas pessoas. E isso me deixa triste, mas eu acho que elas, embora sejam poucas, são mais especiais que muita gente nesse mundo aí.
Podem me chamar de criança, mas poucos conseguem equilibrar a realidade e vôos tão altos como os meus. Eu sei que isso me isola, mas pra mim, é lindo viajar dentro da minha imaginação. É lindo me deparar com as coisas que eu vejo.
E embora eu tente achar alguém que me entenda, eu nunca vou achar, porque só eu sei das mil e umas coisas lindas que eu vejo. E isso me faz feliz. :)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Eu serei ,

ou me tornarei um dia , um ser insensível , que não se importa com ninguém , ou com nada , apenas eu . Só assim a gente sobe na vida . E embora isso magoe alguns , esse é o único jeito que eu vejo de me proteger e de subir na vida . Peço desculpas àqueles que sofrem ou sofreram por mim e eu não dei valor, mas o meu treinamento está focado na incrível insensibilidade .
Acontece , que se você sofre muito na sua vida , você tem muitas cicatrizes . E se você soma todas essas cicatrizes , você forma um buraco gigante no seu coração , um buraco vazio que te impede de sentir algo .
Mas antes de dizer que você sofre muito , compare sua vida com coisas muito ruins , analise bem o seu problema , e depois diga que é um problema de verdade e,  nunca culpe a morte , pois ela é a única certeza da vida , culpe apenas você mesmo , porque só você pode se fazer feliz . Nunca se importe  com o que digam , e nunca se arrependa de nada . Porque os seus atos , dos mais certos aos mais errados , formam você .
Seja sempre você mesmo , esqueça o resto .
O que importa é você e sua vida , nada mais . O resto , joga pro alto , coloca fogo , finge que não existe . Assim você cresce . Pelo menos eu tento pensar assim .

"Nós somos o sonho , nenhuma outra maneira de ser . Nós somos jovens , nós somos fortes , nós não estamos procurando o nosso lugar. Nós não somos legais , nós somos livres , e nós estamos correndo com sangue nos  joelhos ." (Mika)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Eu tenho uma amiga .

Eu tenho uma uma amiga , que ninguém a vê , como eu a vejo. Ela é muito especial , e eu acho que o que mais a torna especial , são os obstáculos que ela vence na vida dela . Uma adolescente que perde o pai , a irmã , e tem uma mãe que a ignora pelo trabalho , e sai de cabeça erguida , só ela mesmo .
Todo mundo a julga pelo que ela faz , todo mundo a vê com olhos de julgamento e injustiça , mas é nessas horas que a gente tem que parar , fechar os olhos , e enxergar com o coração . Ela é diferente , ela não é o que parece ser , por isso ela é especial ! . Nós enxergamos as pessoas como queremos enxergar , não como elas realmente são , por isso que tanto a julgam .
Eu nunca vi uma pessoa que perde o pai , quando o pai era alcoólatra , perde a irmã que sempre foi a melhor na família , a mãe não se mantém presente , e vive sozinha , aprende a viver sozinha , faz tudo que uma garota normal não faz . Eu tenho inveja do caráter dela . Eu invejo a coragem dela , de ser tudo que ela é , sem pensar no que os outros estão dizendo .
Chamam ela de riquinha , de mimada , e que tem tudo , mas ninguém sabe o que ela passa , ninguém sabe o que ela sofre ou que ela já sofreu . Ela sim , me apoiou , me deu o carinho que eu precisei , quando ninguém mais quis me ouvir .
Diz ela me admirar , por superar o que eu superei , por sair de cabeça erguida , depois de ter sofrido o que eu sofri , mas mal sabe ela , que eu sou a fã numero 1 dela !
Amiga , é só você , o resto , joga pro alto que vira sol . Você não precisa de nada que você não possa encontrar em você . Seus sentimentos em primeiro lugar .
Sempre ela .
A melhor amiga de todas '

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Marilu ♥

Como alguns sabem , eu tenho uma irmã .. Ela é muito especial , ela tem 13 anos e apesar de ser apenas um ano mais nova do que eu , a cabeça dela não funciona assim.
Ela tem TDAH - Transtorno Défice de Atenção e Hiperatividade - , muita gente não conhece , mas é uma coisa que atrapalha muito a vida dela.. Ela sofre preconceitos por parte das crianças em sua sala e isso deixa , não só ela , mas toda a minha familia , muito mal.
Apesar desses fatores , ela é a minha melhor amiga , ela sempre é a primeira a se importar comigo , a primeira a perguntar porque eu choro , ou porque estou feliz .
Converso muito com ela, e ela conta muito comigo , a gente briga bastante .. mas estamos sempre nos resolvendo.
Eu sou a pessoa que ela mais passa tempo junto e sozinha , e muitas das vezes meus pais deixam ela comigo , então é como se ela fosse uma filha pra mim .
Em maio , quando perdi meu avô , ela teve que ficar uma semana longe de mim , e isso nos deixou muito triste , nós chorávamos muito no telefone, e nos preocupávamos uma com as outras .
Eu a amo mais que tudo na minha vida . E não importa o que os outros digam.
Maria Luiza

domingo, 8 de agosto de 2010

É a ordem da vida

Queria saber qual é o valor da vida para as pessoas , será que elas não entendem que cada segundo é único e se você não aproveitar ao lado das pessoas que você gosta você se arrepende mais tarde ? A vida é tão curta , e é tão difícil aproveitá-la. Gostaria de ter nascido já sabendo viver . Gostaria de fazer o tempo voltar e viver mais ao lado de pessoas que eu tanto amo , mas que foram embora . Saudade é um sentimento que dói muito. Saber que você não pode chegar perto da pessoa que você ama e abraçá-la , ouvir a sua voz e seus sermões , é ruim , dói , faz chorar.
Sinto falta do carinho do meu avô , sinto falta de suas brincadeiras. Ele era um dos meus melhores amigos , e o meu maior medo , com relação a ele , se concretizou. Queria poder ver o seu sorriso outra vez , poder rir com ele outra vez , mas "o que passou passou , não volta nunca mais" (Túlio Dek) , sendo assim , restam-me apenas as belas memórias ao seu lado.
O pior é ter que perdoar o maior motivo de sua morte , pois também não falta muito para a hora desta pessoa chegar .
A morte nos alerta do tempo , nos ajuda a acordar , a crescer , e assim mudamos sem querer mudar .
Não entendo como também é mágico nascer , surgir uma nova vida , também é mágico morrer , e deixar de existir . Como pode ser assim , tão normal ? Como pode acabar assim , tão rápido ? Como pode doer tanto ? Perguntas que nunca souberam me responder , coisas que desde que ele se foi , ecoam dentro de mim . "I rather hurt than feel nothing at all" -Eu prefiro sentir essa dor a não sentir nada- (Lady Antebellum). São duvidas que só eu tenho , são dores que só eu sinto .
Hoje ele já teria 71 anos , e seriam 14 anos , 4 meses e 22 dias ao lado dele , seriam dias e tempos  bons ao lado dele . A falta que ele me faz , só eu sei !

"Naquela mesa tá faltando ele , e a saudade dele tá doendo em mim."

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